Operação K9 mira ramificação do PCC e cumpre 47 mandados no Vale do Aço e em outros estados

Ação do GAECO de Ipatinga com as polícias Civil e Militar também executa 10 prisões e apura esquema de tráfico de drogas com envio de entorpecentes do Mato Grosso do Sul para a região.

28/04/2026 às 19:41 por Redação Plox

O GAECO Regional de Ipatinga, em ação conjunta com as polícias Civil e Militar, deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a Operação K9, com o objetivo de cumprir 47 mandados de busca e apreensão no Vale do Aço, em outras cidades de Minas Gerais e em municípios localizados nos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí. O Promotor de Justiça e coordenador do GAECO, Bruno Schiavo detalhou a operação. 



Bruno Schiavo - Promotor de Justiça e coordenador do GAECO.

Vídeo: Stella Dutra / Plox Brasil.



Além das buscas, a operação também teve como meta o cumprimento de 10 mandados de prisão.

Nome faz referência ao principal alvo da investigação

O nome K9 faz alusão ao apelido de batismo dado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) ao principal alvo da investigação.

Investigação apura ramificação do PCC ligada ao tráfico

A ação é resultado de um procedimento investigatório iniciado há aproximadamente um ano para apurar uma ramificação do PCC voltada ao tráfico de drogas e outros crimes. Segundo o GAECO, o grupo investigado seria responsável por trazer grande quantidade de entorpecentes do Estado do Mato Grosso do Sul para o Vale do Aço e outras cidades da região.


Com o uso de recursos de inteligência policial e a realização de ações controladas — que, antes da data da operação, já haviam resultado em prisões em flagrante e apreensões de drogas, armas, carros e valores —, o GAECO afirma ter identificado integralmente a estrutura da ramificação investigada, da base à liderança, com a individualização da conduta de cada integrante.

Medidas buscam atingir finanças e bens ligados ao crime

Para tentar atingir a saúde financeira de parte dos investigados, o GAECO representou pelo bloqueio de contas bancárias e também de empresas laranjas, apontadas como usadas para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. O grupo informou ainda que irá representar judicialmente para que valores, imóveis e carros de luxo adquiridos por meio do tráfico sejam revertidos ao Estado de Minas Gerais.

Operação mobilizou promotores, policiais, canis e aeronave

A operação coordenada pelo GAECO contou com a participação de 04 promotores de Justiça e 156 policiais da PCMG e da PMMG, além do apoio dos canis das duas instituições e do emprego da aeronave Pegasus da Polícia Militar. A ação também teve apoio dos GAECO’s dos estados do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco.


Os investigados devem responder por homicídio, associação ao tráfico, tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais. As penas máximas, somadas, chegam a 73 anos.



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