PEC do fim da escala 6x1 passa na Câmara: veja os 22 deputados que votaram contra no 1º turno
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (27/05/2026), em dois turnos, a PEC que reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e cria regras para a adoção de uma rotina com dois dias de descanso remunerado por semana — o que, na prática, abre caminho para o fim da escala 6x1. A proposta seguiu para o Senado, mas a votação não foi unânime e teve um grupo de parlamentares registrando voto contrário.
Resultados das votações da PEC da escala 6x1: primeiro turno à esquerda e segundo turno à direita
Foto: Reprodução
No 1º turno, o placar foi de 472 votos “sim” e 22 “não”. No 2º turno, foram 461 votos favoráveis e 19 contrários. A votação nominal com o resultado do 1º turno está disponível no sistema oficial da Câmara.
Quem votou contra no 1º turno
De acordo com a relação divulgada após a votação, estes foram os 22 deputados que votaram contra a PEC no 1º turno:
- Adriana Ventura (Novo)
- Bibo Nunes (PL)
- Carlos Chiodini (MDB)
- Caroline de Toni (PL)
- Daniel Freitas (PL)
- Daniela Reinehr (PL)
- Fabio Schiochet (União Brasil)
- Fausto Pinato (União Brasil)
- Gilson Marques (Novo)
- Julia Zanatta (PL)
- Kim Kataguiri (Missão)
- Lucas Redecker (PSD)
- Marcel van Hattem (Novo)
- Mauricio Marcon (PL)
- Nicoletti (PL)
- Paulo Marinho Jr (PL)
- Pezenti (MDB)
- Ricardo Guidi (PL)
- Ricardo Salles (Novo)
- Rosângela Moro (PL)
- Sérgio Turra (PP)
- Zé Trovão (PL)
No 2º turno, parte desse grupo deixou de registrar voto. Segundo levantamento publicado após a sessão, Fausto Pinato mudou para voto favorável e Paulo Marinho Jr e Zé Trovão não votaram, o que ajuda a explicar a queda de 22 para 19 votos contrários na etapa final.
O que muda com a PEC e quais são os próximos passos
O texto aprovado estabelece que a jornada máxima deve caminhar para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso remunerado por semana, com preferência para que um deles seja aos domingos. A proposta ainda precisa ser votada no Senado para poder ser promulgada.
Com a aprovação na Câmara concluída, o andamento agora depende do calendário e da articulação política no Senado, onde a PEC também precisa passar por dois turnos de votação.
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