Asteroide 2024 YR4 pode atingir a Lua em 2032, mas chance é considerada baixa
Com cerca de 60 metros de diâmetro, objeto próximo da Terra é monitorado por astrônomos devido a uma probabilidade de 4% de impacto lunar em dezembro de 2032; cenário mais provável é de passagem segura entre Terra e satélite
29/01/2026 às 10:27por Redação Plox
29/01/2026 às 10:27
— por Redação Plox
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O asteroide 2024 YR4, identificado no fim de 2024 e classificado como um objeto próximo da Terra, está sendo monitorado de perto por astrônomos em todo o mundo. Com cerca de 60 metros de diâmetro — dimensão equivalente à altura de um prédio de aproximadamente 20 andares —, ele não representa risco direto ao planeta, mas tem uma probabilidade estimada em 4% de atingir a Lua em dezembro de 2032.
Foto: Reprodução / Pexels
Órbita passa pela região entre a Terra e a Lua
O 2024 YR4 percorre uma trajetória que cruza a região por onde transitam a Terra e a Lua. Em determinadas simulações, a órbita do asteroide aparece alinhada com a do satélite natural, o que abre a possibilidade de colisão.
Por causa desse cenário, o objeto permanece sob observação constante. Especialistas destacam que novas medições, ao longo dos próximos anos, devem reduzir ainda mais as incertezas sobre sua rota.
Monitoramento coordenado por agências e observatórios
Pesquisadores ligados à Agência Espacial Europeia (ESA) apontam que a chance de impacto é pequena, mas suficiente para manter um alerta científico contínuo. Observações mais detalhadas estão previstas a partir de 2028, quando o asteroide deverá voltar a ficar mais visível para telescópios instalados na superfície da Terra.
Com dados mais precisos, será possível recalcular a órbita com maior margem de segurança e verificar se o risco de colisão com a Lua se mantém ou será descartado.
Impacto seria forte, mas restrito à Lua
Em um cenário de impacto, o choque do 2024 YR4 com a Lua seria significativo, porém limitado ao satélite natural. Estimativas indicam que a colisão poderia formar uma cratera de até um quilômetro de largura, liberando energia equivalente a milhões de toneladas de explosivos.
Mesmo assim, os cientistas apontam que não são esperados efeitos diretos sobre a Terra. Um breve clarão poderia ser registrado por telescópios e, em condições favoráveis, até observado por astrônomos amadores.
Detritos espaciais e efeitos para o planeta
Parte do material ejetado em um eventual impacto se transformaria em poeira espacial. Uma fração mínima desses detritos poderia alcançar a vizinhança da Terra na forma de meteoritos microscópicos, sem qualquer risco para a população ou para a atmosfera.
De acordo com especialistas, não há possibilidade de alterações gravitacionais ou de impactos secundários relevantes caso a colisão se confirme.
Oportunidade rara para estudos científicos
Embora não represente ameaça, um choque desse porte é visto como uma ocasião rara para a ciência. Atualmente, as crateras lunares são examinadas como registros de eventos que aconteceram no passado. Acompanhar uma colisão em tempo real permitiria entender melhor os processos de formação dessas estruturas.
O monitoramento também ajudaria a aprimorar modelos usados para prever impactos em outros corpos do Sistema Solar, inclusive a própria Terra.
Cenário mais provável ainda é o de passagem segura
Apesar das simulações que indicam possibilidade de colisão, o cenário considerado mais provável pelos astrônomos é que o asteroide atravesse a região entre a Terra e a Lua sem atingi-la. Ainda assim, os cálculos continuarão sendo refinados nos próximos anos, à medida que novas observações forem realizadas e incorporadas às projeções de trajetória.