Cirurgias plásticas em homens quase dobram em sete anos, aponta levantamento internacional

Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética mostram alta de até 116% em procedimentos masculinos entre 2018 e 2024, com forte avanço na América Latina e no Oriente Médio

29/01/2026 às 09:32 por Redação Plox

O número de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos realizados em homens dobrou nos últimos sete anos, com maior concentração na América Latina e no Oriente Médio. Os dados são da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês).


Número de cirurgias plásticas entre homens dobrou em sete anos

Número de cirurgias plásticas entre homens dobrou em sete anos

Foto: Reprodução/Freepik

Entre 2018 e 2024, as intervenções cirúrgicas em pacientes masculinos cresceram 95%, enquanto os tratamentos estéticos não cirúrgicos — como injeções, cuidados com laser e peelings — aumentaram 116% entre os homens.

Entre as mulheres, os avanços também foram significativos, mas em ritmo menor: os procedimentos cirúrgicos cresceram 59% e os não cirúrgicos, 55%. O contraste indica que, se antes havia um tabu mais forte em relação à vaidade masculina, esse cenário está em transformação.

Essa dinâmica, especialmente significativa no Oriente Médio e na América Latina, reflete uma profunda transformação das normas sociais e uma crescente aceitação dos cuidados estéticos por parte dos homens, embora representem apenas 16% do total dos procedimentosanálise de mercado apresentada durante o congresso IMCAS

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (29), em Paris, durante um congresso mundial do setor.

Mercado estético deve crescer até 2030

Projeções indicam que o mercado de estética deverá manter um crescimento médio de 5% ao ano até 2030, sustentado pela procura consistente e pela ampliação da base de pacientes.

Ao mesmo tempo, a competição tende a se intensificar, sobretudo no segmento de toxinas botulínicas e das injeções de ácido hialurônico. Esses dois tipos de procedimentos concentram mais da metade do mercado mundial de medicina estética e movimentaram 9,6 bilhões de euros (59,6 bilhões de reais) em 2025.

Estética deixa de ser elitizada e mira gerações mais jovens

Para especialistas do setor, o perfil de consumo também mudou ao longo da última década, com a entrada de um público mais amplo e jovem nesse mercado.

Entramos em uma abordagem da estética orientada pelo consumidor, enquanto há 10 ou 15 anos ainda era considerada muito elitizadaLaurent Brones, especialista financeiro da IMCAS

De acordo com o IMCAS, as gerações Z e millennial buscam procedimentos estéticos muito mais cedo do que as gerações anteriores, o que contribui para sustentar a expansão do setor.

Estados Unidos mantêm liderança global

Os Estados Unidos seguem na dianteira desse mercado, concentrando cerca de 45% da fatia mundial em 2025. O país registrou o maior número de intervenções estéticas não cirúrgicas e liderou a procura por toxinas botulínicas, com 56% da demanda global.

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