Justiça manda redes sociais removerem posts que identificam suspeitos de agredir cão Orelha em Florianópolis
Vara da Infância e Juventude determina que plataformas como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok retirem, em até 24 horas, conteúdos que exponham adolescentes investigados por agressão ao cão comunitário que vivia na Praia Brava
29/01/2026 às 06:12por Redação Plox
29/01/2026 às 06:12
— por Redação Plox
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A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais e aplicativos adotem medidas para impedir a divulgação de conteúdos que exponham e identifiquem os adolescentes suspeitos de agredir o cão Orelha, que acabou passando por eutanásia em razão dos ferimentos.
Cão Orelha, que foi agredido em Florianópolis
Foto: Reprodução/Redes sociais
A decisão liminar, de caráter temporário, abrange a empresa Meta, responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, e a Bytedance, dona do TikTok. As plataformas deverão excluir publicações e comentários que identifiquem os jovens e adotar mecanismos para evitar que esse tipo de conteúdo seja novamente publicado.
De acordo com a decisão, a retirada de conteúdos que revelem a identidade dos adolescentes atende às garantias de proteção integral previstas na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Redes sociais têm 24 horas para retirar conteúdos
As empresas citadas têm prazo de 24 horas para remover postagens e comentários de perfis listados no processo que contenham elementos capazes de identificar os adolescentes, seja por nome, apelido, parentesco, endereço, fotos ou vídeos.
O descumprimento da ordem judicial prevê multa diária, em valor não divulgado até o momento. As medidas valem especificamente para os conteúdos vinculados ao caso que investiga as agressões sofridas pelo cão comunitário Orelha.
Quem era o cão Orelha e como foi a agressão
Orelha era um cão comunitário que vivia há pelo menos 10 anos na Praia Brava, em Florianópolis, onde fazia parte da rotina de moradores e frequentadores. Os cuidados com ele e com outros dois cachorros eram divididos entre moradores da região.
Em 4 de janeiro, Orelha foi agredido e ficou gravemente ferido. Os danos foram tão extensos que o animal precisou ser submetido à eutanásia. Segundo as investigações da Polícia Civil, quatro adolescentes são suspeitos das agressões.
Indiciamento por coação de testemunha
A Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir ao menos uma testemunha no inquérito sobre as agressões ao cão comunitário. A corporação informou que o crime foi cometido contra o vigilante de um condomínio que teria uma foto capaz de auxiliar nas investigações.
A coação é caracterizada como o ato de ameaçar ou agredir alguma das partes envolvidas em um processo judicial – como juízes, testemunhas, advogados, vítimas ou réus – para tentar interferir no resultado.
Outro inquérito, focado especificamente nos adolescentes suspeitos, segue em andamento. Eles também são investigados por supostamente terem tentado afogar outro cachorro no mar.