Maioria dos brasileiros vê aumento da corrupção no governo Lula, aponta pesquisa
Levantamento do PoderData indica que 49% da população acreditam que a corrupção cresceu no país em 2026, alta em relação a janeiro de 2024; percepção é maior entre homens, pessoas de 25 a 44 anos, moradores do Centro-Oeste, com ensino superior e renda mais alta
29/01/2026 às 10:31por Redação Plox
29/01/2026 às 10:31
— por Redação Plox
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A percepção de que a corrupção aumentou no Brasil durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu de forma expressiva nos últimos dois anos. Levantamento do instituto PoderData, divulgado em janeiro de 2026, mostra que 49% dos brasileiros afirmam que a corrupção aumentou no país. Em janeiro de 2024, esse índice era de 39%, uma alta de 10 pontos percentuais no período.
Presidente Lula afirmou que uma intervenção armada na Venezuela representaria risco humanitário e político para a região.
Foto: Ricardo Stuckert / PR.
Por outro lado, 28% dos entrevistados avaliam que a corrupção permaneceu no mesmo patamar, enquanto 18% acreditam que houve diminuição. Outros 5% disseram não saber ou preferiram não opinar.
Comparação com 2024 mostra mudança de percepção
Na comparação com o levantamento realizado em 2024, há uma mudança nítida no sentimento da população. Naquele ano, 30% afirmavam que a corrupção havia diminuído e 19% diziam que a situação não havia mudado. Já os indecisos somavam 11%.
Os dados indicam, segundo o instituto, um deslocamento da percepção positiva — de queda da corrupção — para uma avaliação mais crítica do cenário atual. Em dois anos, a fatia dos que enxergam aumento no problema passou a ser praticamente metade da população ouvida.
Homens, mais escolarizados e de maior renda puxam alta
De acordo com o PoderData, a sensação de aumento da corrupção é mais forte entre homens (52%), pessoas de 25 a 44 anos (55%), moradores da região Centro-Oeste (55%), entrevistados com ensino superior completo (56%) e aqueles com renda acima de cinco salários mínimos (56%).
Já entre os brasileiros que avaliam que a corrupção diminuiu, os percentuais são maiores entre mulheres (19%), idosos (22%), moradores das regiões Sudeste e Norte (20%), pessoas com ensino fundamental completo (22%) e com renda familiar de até dois salários mínimos.
Amostra, metodologia e margem de erro
A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em todo o país, por meio de entrevistas telefônicas, entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Apesar de 2026 ser um ano eleitoral, o levantamento não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que não se trata de pesquisa de intenção de voto, mas de avaliação da percepção da população sobre o tema da corrupção.