Tiroteio em Manguinhos durante operação da Polícia Civil paralisa trens da SuperVia

Circulação foi interrompida após disparos atingirem a rede aérea da ferrovia durante nova fase da Operação Torniquete, que já prendeu quatro suspeitos ligados a quadrilha do Comando Vermelho especializada em roubo de cargas

29/01/2026 às 06:57 por Redação Plox

Um tiroteio nas proximidades da estação de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, interrompeu a circulação dos trens do ramal Saracuruna na manhã desta quinta-feira (29).


Polícia faz operação em Manguinhos

Polícia faz operação em Manguinhos

Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com a SuperVia, por volta das 6h20 as composições ficaram paradas, aguardando autorização para seguir viagem em razão de uma operação da Polícia Civil na comunidade. Até as 6h30, quatro pessoas haviam sido presas.

A concessionária informou que disparos chegaram a atingir a rede aérea da ferrovia. Técnicos da SuperVia foram acionados e fazem uma inspeção no local para verificar possíveis danos à estrutura.

Em nota, a empresa destacou que a segurança dos passageiros e funcionários é tratada como prioridade.

Operação mira quadrilha de roubo de cargas

O confronto acontece durante uma operação da Polícia Civil no Complexo de Manguinhos. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC) deflagraram, nesta quinta, uma nova fase da Operação Torniquete, contra um grupo criminoso envolvido em roubo de cargas e receptação.

Os policiais cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão. Segundo as investigações, a região funciona como ponto de transbordo e armazenamento de cargas roubadas, principalmente em trechos de vias expressas como a Avenida Brasil e a Rodovia Washington Luiz.

O grupo criminoso é ligado à facção Comando Vermelho.


Polícia faz operação em Manguinhos

Polícia faz operação em Manguinhos

Foto: Reprodução/TV Globo

A polícia apurou que a quadrilha tem como principal alvo cargas de óleos lubrificantes e conta com receptadores especializados nesse tipo de material.

As investigações também indicam o envolvimento de funcionários de transportadoras, que repassam informações privilegiadas sobre cargas e datas de transporte em troca de pagamento.

Segundo os agentes, o dinheiro obtido com os roubos é usado para a compra de armas e drogas, o que reforça o caráter estratégico da região para a atuação do grupo criminoso.

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