Aliados do governo temem articulação de Alcolumbre para barrar Jorge Messias no STF

Governistas pediram reunião de emergência ao presidente do Senado após contagem indicar 39 votos, dois a menos do necessário para aprovar o nome do advogado-geral da União

29/04/2026 às 16:54 por Redação Plox

Aliados do governo passaram a temer que uma articulação do senador Davi Alcolumbre (União-AP) derrube a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A preocupação cresceu enquanto o advogado-geral da União seguia, na tarde desta quarta-feira, em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. 


Aliados do governo passaram a temer que uma articulação do senador Davi Alcolumbre (União-AP) derrube a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Reunião de emergência e pressão por votos

Com o risco de derrota, governistas pediram uma reunião de emergência ao presidente do Senado. Contrário à escolha de Messias, Alcolumbre aceitou recebê-lo na semana passada, mas não se comprometeu a apoiá-lo.

Mais cedo, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deu a entender que Alcolumbre estaria atuando contra a aprovação do indicado. Questionado sobre a participação do presidente do Senado nas negociações de última hora, respondeu em tom de ironia:

Se ele estiver operando, é bom sinal, porque está vendo que nós vamos ganhar.

Jaques Wagner (PT-BA)

Planalto contabiliza 39 votos e teme revés

Apesar do discurso público de otimismo, um dos principais articuladores do Planalto contabiliza, até o momento, apenas 39 votos no plenário. O número é dois a menos do que os 41 necessários para aprovar a indicação ao Supremo.

Líderes evangélicos fazem plantão no Senado

Em outra frente, líderes evangélicos passaram a fazer plantão no Senado em busca de votos para aprovar a indicação. Os pastores Samuel Ferreira e Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, fizeram corpo a corpo em gabinetes e no plenário da CCJ.

Rejeição seria inédita em mais de um século

Uma eventual rejeição de Jorge Messias seria um fato inédito em mais de um século. A última vez em que o Senado barrou a indicação de um ministro do Supremo foi em 1894, durante o governo Floriano Peixoto.

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