PEC do fim da escala 6x1 é aprovada na Câmara; veja a lista dos 22 deputados que votaram contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
A China afirmou nesta sexta-feira (29) que defende “consistentemente” o princípio da não interferência em assuntos internos de outros países, ao ser questionada sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A manifestação foi atribuída à porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, em declaração repercutida pelo jornal estatal Global Times. A fala ocorre em meio à elevação de tensões diplomáticas após o anúncio norte-americano, que o governo brasileiro vinha tentando evitar nos bastidores.
China cobra “não interferência” após EUA anunciarem PCC e CV como organizações terroristas.
Foto: Reprodução/FRAME TV
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA informou que PCC e CV foram enquadrados como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (Specially Designated Global Terrorists) e que a designação como “Organizações Terroristas Estrangeiras” (Foreign Terrorist Organizations) deve entrar em vigor em 5 de junho. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que a medida busca cortar financiamento e recursos das facções e citou atuação para além das fronteiras brasileiras.
A medida é sensível para o Brasil porque pode ampliar o alcance de sanções e restrições financeiras associadas ao sistema norte-americano, com reflexos em transações e em mecanismos de cooperação internacional contra o crime organizado.
Também nesta semana, o Ministério das Relações Exteriores da China confirmou que o chanceler Mauro Vieira fará uma visita oficial ao país entre 31 de maio e 2 de junho, a convite do ministro Wang Yi. A agenda ocorre em um momento em que o governo brasileiro acompanha com cautela os desdobramentos diplomáticos da decisão anunciada por Washington.
Até a manhã desta sexta-feira (29), não havia, nas fontes consultadas pela reportagem, uma nova nota pública detalhando a posição do Itamaraty após o anúncio norte-americano; o tema segue no centro das discussões diplomáticas e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.