Dólar abre em alta a R$ 5,05 após PIB do Brasil crescer 1,1% no 1º trimestre

Mercado também acompanha negociações entre EUA e Irã, queda do petróleo e expectativa por inflação e decisões do Fed.

29/05/2026 às 09:29 por Redação Plox

O dólar começou esta sexta-feira (29) em alta frente ao real, negociado em torno de R$ 5,05 nas primeiras movimentações do dia. O mercado financeiro abriu a sessão atento à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre e aos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: Free Pik


PIB avança 1,1% no trimestre

O IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores. Em valores correntes, a economia somou R$ 3,3 trilhões no período. O resultado foi positivo nos três principais setores: Agropecuária, Indústria e Serviços.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira avançou 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, o crescimento ficou em 2,0%, segundo o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais divulgado nesta sexta pelo instituto.

Petróleo recua com expectativa de acordo

No exterior, investidores acompanham as tratativas entre Estados Unidos e Irã para estender o cessar-fogo por 60 dias e aliviar restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A Reuters informou que o avanço ainda depende de aprovação final e ocorre em meio a sinais conflitantes de tensão militar na região.

A expectativa de redução do risco sobre o fornecimento de energia pressionou os preços do petróleo nesta manhã. O Brent operava em queda, perto de US$ 91 o barril, enquanto o WTI também recuava, refletindo a aposta de parte do mercado em uma possível acomodação do conflito.

Ibovespa acompanha cenário externo

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o dia sob influência combinada dos dados do PIB, da cotação do petróleo e do humor externo. O desempenho das commodities tende a afetar ações de grande peso na B3, especialmente empresas ligadas a petróleo e mineração.

Além do Oriente Médio, investidores seguem monitorando a trajetória da inflação nos Estados Unidos e os próximos passos do Federal Reserve, banco central norte-americano. Juros elevados por mais tempo nos EUA podem reduzir o apetite por ativos de países emergentes, como o Brasil.

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