Eduardo Bolsonaro agradece a Trump após EUA incluírem PCC e Comando Vermelho em lista terrorista

Designação passa a valer em 5 de junho e amplia restrições financeiras; medida gerou reações de Flávio Bolsonaro e Celso Amorim.

29/05/2026 às 09:20 por Redação Plox

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu publicamente ao governo Donald Trump após os Estados Unidos anunciarem a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas. A decisão foi divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano nesta quinta-feira (28) e deve passar a valer, como Organização Terrorista Estrangeira, a partir de 5 de junho.

"Meu sincero agradecimento ao presidente Donald Trump, bem como ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao vice-presidente, JD Vance", disse Eduardo, em vídeo publicado na rede social X

"Meu sincero agradecimento ao presidente Donald Trump, bem como ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao vice-presidente, JD Vance", disse Eduardo, em vídeo publicado na rede social X

Foto: crédito: Alan Santos/PR

Segundo o comunicado do governo dos EUA, as duas facções também foram enquadradas como Terroristas Globais Especialmente Designados, categoria que amplia restrições financeiras e pode dificultar transações ligadas aos grupos no sistema internacional. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e citou a expansão das redes ilícitas para além das fronteiras brasileiras.

Agradecimento a Trump e aliados

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro agradeceu a Trump, a Rubio, ao vice-presidente JD Vance e a outros integrantes da administração norte-americana pela decisão. Ele classificou a medida como um “grande dia” para pessoas afetadas pela atuação das facções criminosas.

No mesmo vídeo, Eduardo afirmou que a designação deve dificultar a movimentação financeira dos grupos e ampliar a pressão internacional sobre atividades atribuídas às facções fora do Brasil. Ele também disse que PCC e CV poderiam ser combatidos

igual Bin Laden era
, em referência ao ex-líder da Al-Qaeda, morto em uma operação militar dos Estados Unidos em 2011.

Repercussão política no Brasil

A decisão ocorre após viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, aos Estados Unidos. Flávio também comemorou o anúncio nas redes sociais e repostou o comunicado do Departamento de Estado com a expressão “Grande dia”. Aliados do senador têm tratado o combate ao crime organizado como uma das principais bandeiras políticas do grupo.

Do lado do governo brasileiro, a classificação das facções como organizações terroristas é vista com cautela. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu cooperação internacional contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas, mas afirmou que qualquer uso da medida como pretexto para intervenção estrangeira seria “inaceitável”.

A designação feita pelos EUA vale no âmbito da legislação norte-americana. No Brasil, o enquadramento jurídico de terrorismo segue regras próprias, e o debate sobre a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas continua dividindo autoridades, especialistas em segurança pública e representantes políticos.

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