Espetáculo 'Festejas' circula por vales mineiros e estreia em Peçanha com entrada gratuita

Montagem de quatro atrizes percussionistas do Vale do Aço passa por Peçanha e Teófilo Otoni; Araçuaí receberá sessão com data e horário a definir.

29/05/2026 às 13:33 por Redação Plox

Um grupo de quatro atrizes percussionistas do Vale do Aço vai levar tambores e cabaças a cidades dos Vales do Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha em um circuito cultural com o espetáculo Festejas. Em cena, Leila Cunha, Mari Antonaci, Daniela Alves e Amanda Almeida apresentam uma montagem que celebra a tradição do tambor e as memórias afetivas associadas ao povo mineiro.

Fwd: Atrizes do Vale do Aço circulam com espetáculo por cidades mineiras

Foto: Divulgação

A circulação começa neste domingo (31), às 15h, na Casa de Cultura de Peçanha, com entrada gratuita. A iniciativa é viabilizada pelo Fundo Estadual de Cultura e tem produção da Fino Trato.

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Agenda inclui apresentação em festival e oficina de agbê

Após a estreia em Peçanha, o espetáculo segue para Teófilo Otoni, onde será apresentado em 1º de junho, às 18h30, na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). A sessão integra a programação do 15º Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni (Festto).

No mesmo dia, entre 14h e 17h, Leila Cunha ministra uma oficina de confecção de agbê. Em seguida, a circulação chega a Araçuaí, ainda sem data e horário definidos.

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Origem do espetáculo e referências culturais

Festejas surgiu a partir das experiências do projeto Entre Fitas, Tambores e Cabaças, realizado em 2024. As ações foram conduzidas pela artista Jun Cascaes, de Brasília, e pelo mestre Maurício Tizumba, reconhecido pela atuação voltada à preservação e difusão da cultura tradicional de Minas Gerais.

Festejas é uma intervenção cênica que busca reafirmar a força feminina, além de resgatar e celebrar as tradições e memórias que envolvem a Serra dos Cocais, no Vale do Aço. É um diálogo entre fé e dúvida, divindade e humanidade, cortejo e quietude, conduzido em cena com poesia por quatro mulheres que pedem licença para festejar, rezar, cantar, tocar e sorrir

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Leila Cunha

A trilha sonora reúne cantos de congado, rezas e música autoral. Segundo Leila Cunha, o trabalho também recebeu uma composição feita por Maurício Tizumba, incorporada ao espetáculo.

Ficha técnica e parcerias na circulação

A montagem tem dramaturgia e direção de Daniela Alves e concepção de Leila Cunha, que divide a cena com Mari Antonaci, Daniela Alves e Amanda Almeida. A maquiagem e a assistência de produção são de Rômulo Amaral, os figurinos ficam a cargo de Lavie Crochê e a preparação vocal é de Josiane Drumond.

O registro audiovisual é assinado por Naga, as fotografias são de Nilmar Lage e a cenografia é de Herlon Duarte, Leila Cunha e Teuller Morais. A produção é da Fino Trato, em parceria com In Cena e Dama Espaço Cultural. Na produção local, colaboram o Grupo In Cena (Teófilo Otoni) e Ana Clara (Araçuaí), enquanto a prestação de contas é de Alexandra Vieira.

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