Câmara aprova PEC que reduz jornada e pode acabar com escala 6x1; confira os 22 deputados contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou nesta sexta-feira (29), em São Paulo, que não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A declaração foi dada após participação em evento do Grupo Lide com empresários e marca o fim de uma articulação que vinha sendo acompanhada de perto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), interessado em ter o ex-presidente do Senado como nome competitivo no estado.
Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Pacheco afirmou que a decisão faz parte de uma avaliação sobre o encerramento de sua trajetória na vida pública. Ele lembrou que acumula 12 anos de mandatos, período em que foi deputado federal, senador e presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos.
Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento de avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que decidi fazer com sentimento de dever cumprido declarou o senador, segundo a entrevista concedida após o evento.
O parlamentar também afastou a possibilidade de aceitar indicação para tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal. De acordo com Pacheco, não há expectativa de ingresso em nenhuma corte, e a hipótese, caso tenha sido considerada em algum momento, está superada.
Com o fim da possibilidade de candidatura ao Palácio Tiradentes, Pacheco disse que pretende concentrar suas atividades na advocacia, área que voltou a exercer após deixar o comando do Senado.
A decisão obriga o campo aliado ao governo federal a reorganizar a estratégia para a sucessão de Romeu Zema (Novo) em Minas Gerais. O nome de Pacheco vinha sendo tratado por Lula e por dirigentes partidários como uma alternativa de peso para a disputa no segundo maior colégio eleitoral do país.
Ao comentar possíveis caminhos, o senador citou nomes do PSB em Minas, como o empresário Josué Alencar e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares. Pacheco afirmou que o grupo político precisa escolher alguém “à altura” da missão de disputar o governo estadual.
Na mesma entrevista, Pacheco elogiou a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), pré-candidata ao Senado por Minas. Segundo ele, a candidatura da petista está consolidada e a presença de uma mulher com a trajetória dela na representação mineira no Senado seria positiva.
A saída de Pacheco da disputa deixa em aberto a definição do palanque governista em Minas. O PSB e partidos aliados devem intensificar conversas nas próximas semanas para definir quem representará esse campo na eleição estadual de 2026.