EUA dizem que PCC e Comando Vermelho atuam em 12 estados e colocam facções em lista de sanções

Washington cita bloqueio de bens, restrições migratórias e sanções financeiras; medida foi anunciada após classificação como SDGT e inclusão no OFAC.

29/05/2026 às 22:50 por Redação Plox

O governo dos Estados Unidos afirmou, nesta sexta-feira (29), que identificou atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em 12 estados americanos, sem detalhar quais. A declaração foi feita pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, em entrevista exibida no Jornal Nacional.

Casa Branca diz, sem detalhar quais, que PCC e CV têm atuação em 12 estados dos EUA

Casa Branca diz, sem detalhar quais, que PCC e CV têm atuação em 12 estados dos EUA

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução


Segundo a porta-voz, a medida permite que Washington use “todas as ferramentas” disponíveis para proteger a segurança do país. Entre os alvos estão ações para asfixiar financeiramente as facções, com possibilidade de bloqueio de bens sob jurisdição americana e restrições migratórias, além de sanções relacionadas a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando.

Dois níveis de classificação e efeito imediato

Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado anunciou que PCC e CV passaram a ser tratados como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGT, na sigla em inglês), um enquadramento que já impõe restrições financeiras. Ainda segundo o governo americano, a etapa seguinte — a inclusão na lista de “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTO) — depende de trâmites internos e de comunicação ao Congresso, com previsão de entrar em vigor em 5 de junho de 2026.

Na prática, o enquadramento como SDGT já permite o acionamento de sanções e travas no sistema financeiro. Nesta sexta-feira (29), PCC e CV passaram a aparecer na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, que centraliza sanções econômicas e patrimoniais.

Reação e impacto no Brasil

A decisão repercute diretamente no Brasil, onde PCC e CV são apontados por autoridades e investigações como grupos com atuação interestadual e conexões internacionais. Além do efeito político, a medida pode ampliar o cerco a fluxos de dinheiro suspeitos e pressionar empresas e instituições com operações ligadas ao mercado americano a reforçarem mecanismos de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro.

Procurado em declarações públicas recentes, o governo brasileiro tem sinalizado preocupação com efeitos sobre soberania e impactos econômicos, enquanto os EUA afirmam que pretendem manter a cooperação bilateral em temas de segurança.

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