Senado apura fala de MC Misa sobre suposto atentado contra Flávio Bolsonaro

Polícia Legislativa abriu verificação preliminar após entrevista no TikTok citar Deolane; não há confirmação oficial do plano.

29/05/2026 às 08:05 por Redação Plox

A Polícia Legislativa do Senado iniciou uma verificação preliminar depois que o cantor Misael Rangel da Silva e Souza, conhecido como MC Misa, afirmou em entrevista que haveria um suposto plano de atentado contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração, feita em um canal no TikTok, citou a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, mas a existência do plano e eventual participação dela ainda não foram confirmadas pelas autoridades.

Flávio Bolsonaro e Deolane Bezerra: Polícia Legislativa pede apuração de falas do funkeiro MC Misa

Flávio Bolsonaro e Deolane Bezerra: Polícia Legislativa pede apuração de falas do funkeiro MC Misa

Foto: (Instagram/Reprodução)

Apuração começou após vídeo em podcast

O caso foi registrado em boletim de ocorrência pela Polícia Legislativa, a partir de informações levantadas pela área de inteligência do Senado. O objetivo inicial é checar a procedência das falas feitas no vídeo. Caso a verificação aponte indícios suficientes, um inquérito poderá ser instaurado e outras autoridades policiais poderão ser acionadas.

Na entrevista ao canal Frank Clips, MC Misa disse que o suposto atentado teria relação com o cenário político e com uma possível candidatura de Flávio à Presidência. O apresentador do programa afirmou durante a gravação que a responsabilidade pelas declarações era do entrevistado. Até o momento, as informações permanecem como alegações sob apuração.

Defesa nega acusação

A defesa de Deolane classificou a fala como

absolutamente absurda e irresponsável
e informou que analisa medidas judiciais cabíveis. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou em nota que não será intimidado.

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio, em São Paulo, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Segundo a Agência Brasil, a operação foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, com bloqueio de valores e mandados contra investigados apontados como ligados à estrutura financeira da facção. A defesa da influenciadora nega as acusações relacionadas à operação.

A apuração da Polícia do Senado ainda está em fase inicial. Não há confirmação oficial, nas fontes consultadas, de que o suposto plano tenha existido, nem de participação de Deolane ou de terceiros citados nas declarações do cantor.

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