Câmara aprova PEC que reduz jornada e pode acabar com escala 6x1; confira os 22 deputados contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que não vê sentido político em uma candidatura própria do PL ao governo mineiro em 2026. Em entrevista ao Estado de Minas nesta sexta-feira (29), ele disse que a indefinição da sigla no estado está ligada ao embate nacional entre o ex-governador Romeu Zema (Novo) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ambos colocados no campo da disputa presidencial.
Cristiano Machado
Foto: / Imprensa MG
Na avaliação de Simões, o PL ainda não está ao seu lado por causa do desalinhamento entre os projetos nacionais de Zema e Flávio. O governador afirmou que a legenda teria de construir um nome competitivo “do nada” caso decida lançar candidatura própria em Minas, movimento que, segundo ele, não estaria entre as prioridades do partido neste momento.
O cenário ficou mais tenso nos últimos dias após críticas de Zema à relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio aumentou o desgaste entre o Novo e aliados bolsonaristas e passou a influenciar diretamente as articulações estaduais para 2026.
Simões afirmou que, em conversas anteriores, Jair Bolsonaro teria indicado interesse do PL em priorizar uma vaga ao Senado por Minas. Segundo o governador, esse seria o principal objetivo da legenda no estado, mais do que a construção de uma candidatura própria ao Executivo mineiro.
Reportagem da Gazeta do Povo publicada nesta semana apontou que o PL descartou apoiar Simões neste momento e passou a acenar para o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como alternativa no estado. A movimentação ocorre em meio à tentativa do partido de organizar um palanque alinhado à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Apesar do impacto local da crise, Simões disse que não pretende pedir a Zema que recue das próprias posições. O governador afirmou que segue ao lado do ex-chefe do Executivo mineiro e defendeu a experiência administrativa do aliado como credencial para a disputa nacional.
Simões assumiu o governo de Minas em 22 de março, após a renúncia de Zema, que deixou o cargo para se habilitar a uma disputa nacional. A posse foi realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. As eleições de 2026 estão marcadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.
Para o governador, ainda há espaço para uma convergência das forças de direita em Minas ao longo da campanha. Até lá, a disputa estadual segue condicionada ao desfecho das negociações nacionais entre PSD, Novo, PL e Republicanos.