Zema critica PEC que acaba com escala 6x1 e defende foco na flexibilização do trabalho

Aprovada na Câmara, a PEC 221/2019 segue para o Senado e prevê jornada máxima de 40 horas semanais, com transição sem redução salarial.

29/05/2026 às 11:46 por Redação Plox

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, criticou a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 no país e defendeu mudanças nas regras trabalhistas.

Romeu Zema, ex-govenador de Minas Gerais

Romeu Zema, ex-govenador de Minas Gerais

Foto: crédito: Divulgação/GoVMG

Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema afirmou que a discussão deveria se concentrar na flexibilização das relações de trabalho, e não na redução da escala.

Crítica à proposta aprovada na Câmara

A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos na noite de quarta-feira (27).

O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, e segue agora para análise do Senado.

No segundo turno, a proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários.

Zema argumentou que a medida pode aumentar a informalidade e pressionar pequenos negócios.

Para o ex-governador, a redução da jornada sem uma mudança mais ampla na legislação trabalhista pode levar trabalhadores a buscar outras fontes de renda e dificultar a adaptação de empresas.

Texto prevê manutenção dos salários

Apesar das críticas à redução da escala, o texto aprovado pela Câmara prevê que a transição para a nova jornada será feita sem redução salarial.

A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana após dois meses da promulgação da emenda.

A jornada cairia inicialmente para 42 horas semanais e, ao fim de 14 meses, passaria a ser de 40 horas.

Na manifestação, Zema disse que o Brasil se tornou “o país do bico e dos precarizados” e afirmou que a legislação precisa dar mais flexibilidade ao mercado.

Ele também criticou o governo Lula, ao dizer que a esquerda promete proteção, mas entrega atraso e informalidade.

Debate segue para o Senado

A chegada da PEC ao Senado abriu uma nova fase da disputa política sobre a escala 6x1.

Além do texto aprovado pela Câmara, senadores da oposição apresentaram a PEC 12/2026, que propõe um regime flexível baseado em horas trabalhadas.

Essa proposta permite que o empregado escolha entre o regime comum da CLT e um modelo em que remuneração e benefícios sejam proporcionais à carga horária.

A PEC do fim da escala 6x1 ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado.

Por se tratar de uma emenda constitucional, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em cada votação.

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