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Economia
Correios acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões e governo corre para fechar empréstimo bilionário
Estatal quase triplica perdas em 2024 e governo negocia empréstimo de R$ 20 bilhões, garantido pelo Tesouro, para evitar colapso nos serviços
29/11/2025 às 11:25por Redação Plox
29/11/2025 às 11:25
— por Redação Plox
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Os Correios enfrentam uma das mais graves crises financeiras de sua história. O prejuízo acumulado da estatal alcançou R$ 6 bilhões até setembro, quase o triplo do registrado no mesmo período do ano passado, quando o déficit era de R$ 2,1 bilhões. Os números constam nas demonstrações contábeis do terceiro trimestre, aprovadas nesta sexta-feira (28) pelo conselho de administração.
Conselho de administração dos Correios aprovou nesta sexta (28) as demonstrações contábeis do terceiro trimestre
Foto: Agência Brasil
De acordo com informações repassadas à CNN Brasil, a deterioração das contas resulta da combinação entre queda de receitas, aumento das despesas operacionais e impacto de obrigações judiciais e trabalhistas, que pressionam ainda mais o caixa da empresa.
Governo corre para fechar empréstimo bilionário
Diante do cenário classificado internamente como crítico, avançam as negociações para que um empréstimo de R$ 20 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional, seja concluído na próxima semana. A operação envolve um consórcio de bancos públicos e privados e é tratada no governo como fundamental para evitar um colapso nos serviços prestados pelos Correios.
Pelo desenho em discussão, o valor será liberado em duas ou mais parcelas, de forma a impedir que recursos elevados permaneçam parados no caixa da estatal gerando custo de juros. A primeira tranche, de R$ 20 bilhões, deve ser liberada ainda em dezembro. O financiamento terá período de carência e prazo total de 15 anos para ser quitado.
Pressão sobre contas públicas até 2026
Mesmo com o reforço de caixa previsto, interlocutores relatam que a diretoria dos Correios tenta obter condições mais vantajosas antes da assinatura final do contrato. No governo, a avaliação é de que a situação financeira da estatal é “muito ruim” e deverá continuar pressionando as contas públicas, sobretudo a partir de 2026.
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