Mulher é presa suspeita de matar e decapitar companheiro em apartamento
Segundo a polícia, ela avisou familiares sobre o crime e enviou fotos e vídeos; caso ocorreu em Itaquaquecetuba, onde o casal vivia com dois filhos pequenos
30/03/2026 às 10:08por Redação Plox
30/03/2026 às 10:08
— por Redação Plox
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Uma mulher de 24 anos foi presa sob suspeita de matar e decapitar o companheiro, de 32, no apartamento onde morava com os filhos, de 3 e 6 anos, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Segundo o registro policial, a própria acusada avisou familiares sobre o crime e chegou a enviar fotos e vídeos.
Em depoimento às polícias Civil e Militar, Paula Ellen Neves da Silva afirmou que matou Daniel dos Santos após um suposto assédio a um dos filhos dela. Ela também declarou que se relacionava havia dois meses com a vítima e que, na noite anterior, ambos consumiram álcool e drogas na companhia de um amigo da mulher, que teria deixado o local cerca de 1h30 antes do assassinato.
Versão apresentada à polícia
De acordo com a polícia, Paula relatou que fingiu estar dormindo no chão da sala, ao lado do sofá onde o companheiro estava. Em determinado momento, ela disse ter visto Daniel abrir a fralda do filho dela e afirmou que reagiu imediatamente, pegando uma faca e desferindo golpes contra a vítima. Durante o ataque, ainda segundo o relato, ele teria reagido e usado uma faca de serra para ferir a mão da acusada.
Mulher matou companheiro a facadas enquanto vítima dormia no sofá.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Decapitação e tentativa de limpeza do local
A suspeita contou que, após matar o companheiro, o decapitou. Conforme a apuração, ela arrastou o corpo do sofá para o banheiro e, na sequência, ligou para o ex-marido — pai das crianças —, além da mãe e do irmão, para comunicar o assassinato.
Quando policiais militares chegaram ao imóvel, o local do crime estava parcialmente limpo: o chão e o sofá haviam sido lavados, assim como a faca usada na decapitação. A cabeça da vítima foi encontrada dentro de uma mochila, segundo a ocorrência.
Família foi avisada e recebeu imagens
Em depoimento, o ex-marido afirmou que só acreditou no relato depois de ver fotos e um vídeo enviados pela mulher. Ele disse que as crianças estavam no apartamento, mas não esclareceu se elas presenciaram o crime.
A mãe de Paula declarou à polícia que a filha “sempre mexeu com drogas” e apresentou aos investigadores conversas mantidas com ela pelo celular.
Investigação e pedidos à Justiça
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio, fraude processual e destruição e/ou ocultação de cadáver. O delegado pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva, por não considerar haver elementos suficientes para a alegação de legítima defesa.