Randolfe diz que Lula deve indicar novo nome ao STF após Senado rejeitar Jorge Messias

Líder do governo no Congresso afirma que cabe ao presidente fazer nova indicação; oposição pede que Alcolumbre não aceite novo nome neste momento.

30/04/2026 às 15:22 por Redação Plox

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira (30) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve indicar outro nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias.

Segundo Randolfe, cabe ao presidente exercer a prerrogativa de enviar um novo nome para análise do Legislativo.


Senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), diz que Lula deve indicar novo nome para o STF.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


Tenho certeza de que o presidente da República vai fazer uso de sua atribuição. Não tem por que o presidente da República renunciar à atribuição de encaminhar um indicado ao Supremo Tribunal Federal.

Randolfe Rodrigues

O senador afirmou ainda que o momento para a nova indicação será definido mais adiante e que Lula deve avaliar quando apresentar o próximo nome ao Senado. Para Randolfe, o “próximo passo” agora cabe ao governo.

Perfil do indicado fica a cargo do presidente

Questionado sobre o possível perfil do novo indicado ou da nova indicada, Randolfe limitou-se a dizer que essa decisão é uma atribuição do presidente da República.

Na oposição, a avaliação é de que a próxima indicação ao STF deveria ficar para o presidente eleito em outubro deste ano.

Oposição pede que Senado não receba nova indicação

Na sessão do Congresso Nacional desta quinta-feira, o líder da oposição do Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não aceite uma nova indicação de Lula para a Corte.

O senhor, que preside o Congresso Nacional, não recepcione a possibilidade de nos debruçarmos, de novo, sobre uma escolha para o Supremo Tribunal Federal. Nós teremos um pleito agora, em outubro, teremos um recesso, em julho

Rogério Marinho

De acordo com o relato, Alcolumbre não respondeu ao questionamento feito pelo senador oposicionista durante a sessão.

Lideranças governistas rejeitam essa possibilidade e reforçam que Lula mantém a prerrogativa até o fim do mandato. Randolfe voltou a defender que o presidente não deve abrir mão da atribuição, afirmando que até 1º de janeiro o presidente é Luiz Inácio Lula da Silva.

Alcolumbre não comentou após rejeição a Jorge Messias

Consultados pela Agência Brasil, os líderes da oposição do Senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN) não confirmaram uma notícia veiculada na imprensa de que Alcolumbre teria dito que não pautaria uma nova indicação do Planalto.

O presidente do Senado não falou com a imprensa desde o fim da votação que rejeitou Jorge Messias para a vaga aberta no STF, no lugar do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro do ano passado.

Randolfe atribui derrota ao calendário eleitoral

Randolfe argumentou que a derrota de Messias era esperada diante do cenário político atual, marcado pela proximidade do calendário eleitoral. Na avaliação do senador, a votação não refletiu uma análise do currículo do indicado.

Para o líder do governo, a escolha acabou influenciada pela disputa eleitoral e foi usada pela oposição como parte desse movimento político.

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