Lula sinaliza que não indicará novo nome ao STF após Senado rejeitar Jorge Messias
Derrota de Messias foi considerada histórica e levou o presidente a convocar reunião de emergência no Palácio da Alvorada para avaliar impactos e próximos passos
30/04/2026 às 10:21por Redação Plox
30/04/2026 às 10:21
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a aliados que não pretende indicar um novo nome ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o Senado rejeitar, na noite de quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias.
A derrota foi considerada histórica. Messias recebeu 34 votos favoráveis, sete a menos do mínimo necessário, enquanto 42 senadores votaram contra. Com o resultado, Lula se tornou o primeiro presidente, em mais de um século, a ter uma indicação ao STF rejeitada.
residente Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Rejeição no Senado e impacto político
Desde a criação do STF, em 1890, Messias se tornou apenas o sexto nome rejeitado pelos senadores, segundo o texto. Os demais casos ocorreram ainda no século XIX, durante o governo de Floriano Peixoto.
Reunião de emergência no Alvorada
Após o revés, Lula convocou uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada com Jorge Messias, ministros e aliados próximos. O objetivo foi discutir os próximos passos e avaliar os impactos políticos da decisão.
Tensão entre Congresso e STF e articulações nos bastidores
A rejeição ocorreu em um cenário de tensão entre o Congresso e o STF, além de articulações políticas ligadas ao período pré-eleitoral. Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado como um dos principais responsáveis pela derrota do governo.
Reações e acusações após a votação
Depois da votação, Jorge Messias insinuou ter sido prejudicado por articulações políticas no Senado. Entre aliados, o resultado foi interpretado como uma falha grave na articulação do governo, mesmo após a liberação de emendas parlamentares às vésperas da votação.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, classificou o desfecho como fruto de uma “aliança vergonhosa” entre oposição e outros grupos com interesses eleitorais. Já o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que a rejeição teve motivação política, e não técnica.
Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro negou participação em articulações contra o governo e atribuiu o resultado também à postura de ministros do STF.