PEC do fim da escala 6x1 é aprovada na Câmara; veja a lista dos 22 deputados que votaram contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
O jovem Wesley de Andrade Ribeiro, de 18 anos, deixou a prisão após passar 74 dias detido por suspeita de participação em um roubo de corrente de ouro na orla de Praia Grande, no litoral de São Paulo. A absolvição foi determinada pela 1ª Vara Criminal do município, que concluiu não haver provas suficientes para condená-lo pelos crimes de roubo e corrupção de menores.
Foto: Redes socxiais
A sentença, assinada em 22 de maio, apontou fragilidades no conjunto probatório e falhas no reconhecimento dos suspeitos, feito logo após a abordagem da Guarda Civil Municipal (GCM) e sem o rigor exigido para esse tipo de procedimento. Na decisão, o juiz destacou ainda que a vítima não conseguiu indicar quem, de fato, puxou a corrente no momento da ação.
Conforme o entendimento do magistrado, os guardas municipais não presenciaram o roubo. A equipe fez a abordagem após avistar quatro pessoas correndo pela orla pouco depois do crime. Nada foi encontrado com Wesley e com o outro acusado no momento da revista, e a corrente foi localizada posteriormente na calçada, após a perseguição feita pela vítima.
Com isso, a Justiça aplicou o princípio do in dubio pro reo — quando a dúvida favorece o réu — e determinou a absolvição. Ainda cabe recurso da decisão, mas até a última atualização do caso não havia confirmação pública sobre eventual contestação do Ministério Público.
Após deixar a prisão, Wesley afirmou que não esperava ser absolvido e disse acreditar que a cor da pele pesou contra ele durante o caso. Ele também sustentou que, no dia da ocorrência, correu atrás dos autores do crime para tentar ajudar a recuperar a joia, e não para participar do roubo.
O caso ocorreu em 8 de março, na Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro Nova Mirim. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava com a filha na orla quando sentiu o puxão no pescoço; a corrente — avaliada em cerca de R$ 1,8 mil — foi recuperada, mas o pingente não foi localizado. A vítima relatou lesões na região do pescoço e disse que estava olhando para o celular na hora do “bote”, o que dificultou a identificação de quem puxou o objeto.
Com a absolvição, Wesley disse que pretende retomar a rotina e manter os planos pessoais ao lado da família. O processo pode ter novos desdobramentos caso haja recurso, o que dependerá de manifestação formal do Ministério Público.