PEC do fim da escala 6x1 é aprovada na Câmara; veja a lista dos 22 deputados que votaram contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
Um vídeo publicado pelo influenciador Lucas Bley, mostrando o momento em que a filha Mia, de sete meses, se engasga durante a introdução alimentar, voltou a colocar em evidência um tema crucial: saber como agir em casos de desobstrução das vias aéreas. Nas imagens, registradas por câmeras de segurança, ele faz a manobra de desengasgo e, depois, usa a situação para orientar seguidores sobre primeiros socorros.
Lucas Bley demonstra técnica de desengasgo após passar por emergência com a filha.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O caso também coincide com uma atualização relevante de protocolos internacionais. Em outubro de 2025, a American Heart Association (AHA) publicou uma revisão das diretrizes de primeiros socorros e suporte básico de vida, com mudanças específicas para atendimento a engasgos em pessoas conscientes. A entidade passou a recomendar que, em crianças e adultos, seja feita a alternância de cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais (sequência conhecida popularmente como manobra de Heimlich), repetindo o ciclo até o objeto sair ou a vítima perder a consciência.
De acordo com a atualização da AHA, a ideia é combinar técnicas que ajudam a deslocar o corpo estranho por ação mecânica e pela pressão do ar expelido. Em termos práticos, a orientação é manter ciclos alternados de 5 pancadas nas costas + 5 compressões abdominais e acionar ajuda especializada quando necessário.
Novas orientações preveem intercalar palmadas nas costas com a manobra.
Foto: Reprodução/AHA
Para bebês, o protocolo é diferente e exige cuidado extra: a recomendação é alternar cinco pancadas nas costas com cinco compressões no peito (no esterno), repetindo os ciclos até desobstruir ou até o bebê ficar inconsciente. A AHA reforça que compressões abdominais não devem ser feitas em menores de 1 ano por risco de lesões internas.
Ao comentar o episódio, Lucas Bley alertou que muita gente tenta colocar o dedo na boca do bebê para puxar o alimento, o que pode piorar a situação ao empurrar o objeto para mais dentro. Diretrizes de saúde e materiais de primeiros socorros também orientam que só se deve tentar retirar algo da boca quando o item estiver claramente visível e facilmente removível, sem “varreduras” com o dedo.
Especialistas em primeiros socorros orientam que, se houver sinais de engasgo grave (dificuldade importante para respirar, incapacidade de chorar/tossir de forma eficaz, lábios arroxeados ou piora rápida), a prioridade é iniciar a manobra adequada e chamar socorro. Se a vítima perder a consciência, a conduta muda para atendimento de emergência e RCP, com acionamento imediato do serviço de urgência.
No Brasil, o episódio reforça a importância de treinamento em primeiros socorros para pais, cuidadores e rede de apoio, especialmente em fase de introdução alimentar. Não há, até o momento, informação pública de que o caso tenha exigido atendimento hospitalar, e o relato divulgado nas redes foi usado principalmente como alerta educativo.