Economia

Governo Lula reduz projeção do salário mínimo para 2026 de R$ 1.631 para R$ 1.627

Ministério do Planejamento envia nova estimativa ao Congresso, com reajuste previsto de 7,2% sobre o valor atual, mas valor final ainda dependerá do INPC até novembro

30/11/2025 às 09:25 por Redação Plox

O governo Lula (PT) reduziu a projeção do salário mínimo para 2026. A estimativa, que antes era de R$ 1.631, passou para R$ 1.627, conforme dados enviados pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional para subsidiar a análise do Orçamento do próximo ano.

Imagem meramente ilustrativa

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


Se confirmada, a nova previsão representará um reajuste de aproximadamente 7,2% em relação ao valor atual, de R$ 1.518. O valor definitivo, porém, ainda depende do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que será divulgado nos próximos dias.

Impacto sobre benefícios e despesas públicas

O salário mínimo é referência para o cálculo de várias despesas federais, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e abono salarial. Apesar da revisão na projeção, o Ministério do Planejamento não pediu ao Congresso uma atualização imediata dessas despesas.

De acordo com a pasta, eventuais mudanças nos gastos associados ao salário mínimo dependerão de decisões dos parlamentares durante a tramitação do Orçamento. Em nota, o ministério informou que a redução na projeção tende a diminuir as despesas previdenciárias e sociais, mas ressaltou que o número de beneficiários e outros fatores também interferem nesses cálculos.

Como será definido o valor final

O valor definitivo do salário mínimo será conhecido após a divulgação do INPC acumulado em 12 meses até novembro. A fórmula de correção considera a inflação do período e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O reajuste, porém, tem um limite estabelecido pelo arcabouço fiscal: ele só pode ficar até 2,5% acima da inflação medida pelo INPC. Isso significa que o aumento real do salário mínimo, acima da inflação, está condicionado a essa trava, mesmo em cenários de crescimento econômico mais forte.

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