Cleitinho rebate proposta de Zema e sugere taxar políticos que usaram fundo eleitoral

Senador criticou ideia de cobrança de 1% do salário de formados em universidades públicas e propôs taxa de 10% sobre a remuneração de eleitos que usaram recursos públicos em campanha, em vídeo publicado no domingo (31).

31/05/2026 às 14:04 por Redação Plox

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) entrou na discussão sobre financiamento da educação superior e rebateu, neste domingo (31), a proposta defendida por Romeu Zema (Novo) de cobrar 1% do salário de profissionais formados em universidades públicas.

Cleitinho Azevedo aparece em pesquisas, mas ainda não confirmou pré-candidatura ao governo de Minas Gerais

Cleitinho Azevedo aparece em pesquisas, mas ainda não confirmou pré-candidatura ao governo de Minas Gerais

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar mineiro afirmou que a cobrança deveria recair sobre políticos eleitos com uso de fundo eleitoral e partidário. Cleitinho é senador por Minas Gerais e tem mandato no Senado de 2023 a 2031.

Reação à proposta de Zema

A fala foi uma resposta direta à ideia apresentada por Zema em entrevista ao Grupo ND, em Santa Catarina. O ex-governador de Minas Gerais defendeu que egressos de universidades públicas contribuam com 1% do salário, depois de formados, para criar um fundo próprio de financiamento das instituições e reduzir a dependência de repasses federais.

Cleitinho inverteu o argumento e disse que quem usa dinheiro público para fazer campanha deveria devolver parte do salário após eleito. A proposta citada por ele seria uma taxação de 10% sobre a remuneração de políticos que tenham usado recursos públicos eleitorais. Na publicação, o senador também cobrou que outros parlamentares e o próprio Zema apoiem a ideia.

Crítica ao fundo eleitoral

No vídeo, o senador argumentou que estudantes e trabalhadores já contribuem com impostos depois de ingressarem no mercado de trabalho. Para ele, o foco da cobrança deveria estar nos agentes políticos que utilizam recursos públicos para financiar campanhas.

Quem está sendo financiado com dinheiro público são os políticos afirmou Cleitinho.

O parlamentar também citou o valor previsto para o Fundo Eleitoral de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha é público, voltado exclusivamente ao financiamento de campanhas, e deve repassar cerca de R$ 5 bilhões aos partidos nas eleições deste ano, conforme lei aprovada pelo Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados também registrou que o Orçamento de 2026 prevê o Fundo Eleitoral na casa de R$ 5 bilhões.

Disputa em Minas e projeção nacional

A troca de declarações ocorre em um cenário de movimentação política em Minas Gerais. Cleitinho é apontado como possível nome para a disputa pelo governo mineiro, embora ainda não tenha oficializado eventual pré-candidatura. Zema, por sua vez, tem se apresentado como pré-candidato à Presidência pelo Novo e vem defendendo propostas de mudança na forma de financiamento de áreas públicas, como educação e administração do Estado.

A proposta de cobrança sobre formados em universidades públicas ainda não foi apresentada como projeto de lei no Congresso, ao menos nas informações consultadas. A manifestação de Cleitinho, até o momento, também aparece como posição política divulgada em rede social, sem detalhamento formal sobre como a taxação de 10% sobre salários de eleitos seria implementada.

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